CLICK HERE FOR THOUSANDS OF FREE BLOGGER TEMPLATES »

Segunda-feira, 13 de Outubro de 2008

Sobre o Fim.

Andei pensando, meu amor
E concluí que preciso terminar contigo.
Não o sorvete, não o namoro,
Mas tudo que, daqui por diante,
Porventura aconteça comigo.

Quero terminar junto a ti
Poemas, melodias e canções.
E contigo concluir
O ensino médio, a pintura da casa,
Nossos projetos e viagens,
Os erros cometidos ou em via de cometer.

No calor de teus braços ver terminar o dia,
Ao som do teu violão terminar a poesia...
E perceber, todos os dias,
Que eu quero que seja teu
Todo amor que eu conhecer nesta vida.


GELOUS - pra movimentar um pouco xD
Amo João como nunca amei ninguém :)

Sábado, 11 de Outubro de 2008

Terça-feira, 7 de Outubro de 2008

Quanto ao que sinto neste momento, tenho pena de usar palavras para descrever. Talvez até desse certo, afinal, é possível ter uma idéia do tamanho da tempestade que se sucedeu dando uma olhada nas poças que se espalham pelas ruas... Mas nunca se chega a vislumbrar os raios , trovões e a sentir a ventania arrebatadora do momento. Fazem dois meses desde a tempestade mais bonita que já vivi. tempestade que me sacudiu por inteiro, que mudou minhas certezas, que fez de mim amor. Um amor inimaginável até para mim, quem dirá para o querido observador do outro lado da tela. Quer ter uma idéia? Ouça a Passacaglia de Handel. Renda-se a ela e talvez terá uma breve brisa da tempestade do dia 08.08.2008... O dia em que me dei conta de que não pertencia mais a mim.

Segunda-feira, 25 de Agosto de 2008

Lamúria

Ainda há almas
Movendo os paletós?
Ou será que o figurino
Configura uma imagem
Que carboniza o que estamos sentindo?
Desarmem-se de suas gravatas!
Emerjam de suas maquiagens!
Coisas humanas, não sois semideuses!
-
Onde é que há gente no mundo?

Quinta-feira, 7 de Agosto de 2008

Old Fashioned


Não sei se um dia hei de entender pra que usar sapatos pontudos e maiores do que o pé, ou vestidos que te cortam a respiração, ou outras parafernálias de mesma espécie com esse ar blasé. Também acho que nunca me conformaria em repetir (e receitar) frases feitas para se descrever, em justificar as injustiças do mundo com a palavra “inveja”, muito menos em chamar de amor qualquer caso efêmero. Não dá, não dá, não dá... E digo isto sem nenhuma pretensão ingênua de auto-afirmação. O que quero dizer é que toda essa ‘falta de entendimento’ me remete à nostalgia daqueles que criticam essa pós-modernidade relembrando e fantasiando...
“I’m old fashioned", como diria o bom Coltrane. Posso não ter carga anual suficiente pra dizer que gostava de política em 1966 e dancei freneticamente os Dancin’Days, mas sinto que, n’outro tempo, tudo era mais real. Havia menos acessórios, photoshop e etiquetas... e não se podia mensurar o valor de alguém pelo que diz sua página no orkut. As paixões eram experiências viscerais onde havia sempre calor e corpo, ao invés de fotos e copo. O tempo passa e a gente se interioriza, se fecha, cria rédeas, rodeios e burocracias pra se aproximar de outra pessoa. E em contrapartida, se aperta todo (literalmente, em alguns casos) pra caber em fantasias pré-moldadas, baseadas em ícones da cultura pop.
Sou por mais emoção e menos réguas. Pois mais reação e menos rédeas. Por mais imaginação, por mais ação, por mais canções, por mais verdade e desordem. Que aprendamos a perceber a beleza no desequilíbrio e na confusão, parceiros íntimos de todas as emoções brandas. A mesma lua que ilumina os amantes ilumina as parcelas do aluguel... O mesmo sol que inspira ao nascer e ao morrer torra as preocupadas cabeças de sisudos homens de terno.
Diferentes cores e diferentes formas povoam o mundo. Mas o vital para encantar-se com tudo e de tudo tirar ventura não há um indivíduo que não possua: o coração. Ele nos lembra, ao acelerar ou ao se contrair, que parte da condição humana é sentir. E não falo de dor, porquê dor todo mundo entende. Falo de algo que transpassa as mazelas deste padrão de beleza contemporâneo, e que não respeita regras ou distâncias: o encanto. Encanto este que nos faz carregar estrelas nos olhos e que enfeitiça nossas relações interpessoais, fazendo com que centremos nossos olhos no outro, e nos fazendo pensar mais em beijos roubados, pequenos toques e olhares do que no aluguel. O encanto, senhoras e senhores, é o que nos mantém vivos. É o que assegura às utopias seu direito de invadir nossas esperanças. É o que nos faz falar de amor. Sempre, até de olhos vidrados, amor...



Na imagem, mais uma brincadeirinha no ArtRage. Pra quem não conseguiu visualizar, é um coração emergindo de um decote. Por algum motivo as pessoas não tem visto isso logo de cara xD Anyway... até a próxima, foi bom postar outra vez.

  • Croocked Theeth - Death Cab For a Cutie

Quarta-feira, 2 de Julho de 2008

Planeta Acre



Pois bem. Amanhã viajarei para aquele lugar com vários nomes, onde as árvores dão leite e os olhares da população vertem mel. Aqui no quadrilátero onde pousei à uns cinco anos atrás, muitos são os quadrados habitantes das superquadras que o consideram um portal místico, uma falácia ou até mesmo um lugar inexistente. E eu, depois de passar estes cinco anos com a acreanidade que corre nas veias fervendo de uma certa irritação a cada piadinha que algum “gênio” quadrado me contava neste sentido, resolvi refletir : - Afinal, existe? Não é que minha intimidade com Brasília esteja tamanha que tenha desencadeado uma substituição de certezas pelas dúvidas ( ainda que mesquinhas ) do povo que aqui vive, muito pelo contrário. Na maior parte do tempo me sinto como um peixe fora d’água. Ou melhor, como um cosmonauta que há muito não explora seu próprio planeta. Mas a realidade Acre é algo realmente difícil de se acreditar, confesso. Situado na pontinha do Brasil, emergindo da belíssima floresta amazônica, meu estado não é apenas um lugar físcio. É lar de um povo incrível. De fala cantada e traços tupiniquins, são um misto da sangrenta herança de seus ancestrais que morreram na revolução, de seus antepassados que aprenderam a entender os segredos da floresta ao respeitar os que já vivam nela, de seus pais e mães que, após se arriscarem a sumir e morrer por um vislumbre de democracia que pairava no ar na época da ditadura, disporam de igual garra e visão para destruir os podres poderes daqueles que fingiam dirigir uma terra com tanto potencial e entregar o controle nas mãos de um trabalhador eleito por trabalhadores. Gente de bem, gente pensante, gente engajada. Uma gente que sabe viver. O Acre é pai da força popular. Do desenvolvimento sustentável. Aliás, nosso povo é especialista em se tratando de revolucionar. São tantos os exemplos... A doçura do ‘socialismo inventado’ de Chico Mendes. As utopias sussurradas no Casarão. O cenário político. A cultura que emana de cada família, museu ou aglomeração... E a sociedade filosófica ! Não poderia deixar de citar.

Os brasilienses, que me desculpem a nostalgia. É que pra mim, além de um exemplo de dignidade, sabedoria e engajamento, é palco das mais belas lembranças, abrigo de amigos de infância, berço de uma revolução travada no campo das idéias. É minha família, meu lar, meu rio e meu coração.

Realmente, é algo que se aparta de nossa realidade corriqueira. Mas não ao ponto de não existir ! Pode mistificar o quanto quiser, mas pra mim a denominação exata pode ser bem simples e concisa...

Até breve, linda Brasília,

Alô alô Planeta Acre, cosmonauta Iara pede permissão para pousar.

A Poética da Realidade


Hoje não. Nem poesia, nem prosa. Só o relato de manifestações poéticas familiares.
Valerá apena, vocês verão:

( trecho de conversa passada na cozinha )
Pai : Porquê eu vou fazer blablablá ...
Iara (já bem distraída): Claro, faça, mas primeiro dê um chute no patrão.
Pai: Oras, mas eu não posso! Minha patroa é minha consciência, e eu não tenho tamanha flexibilidade...

(trecho de conversa travada no parque da cidade)
Pai (com o ioiô chinês do meu irmão na mão) : Vamos pensar em utilidades que autênticos chineses dariam a isto.
Iara: Usar de hashi;
Mãe: Usar como pauzinhos de cabelo;
Daniel ( pegando nos pauzinhos como quem pega num chicote): Maltratar os tibetanos !

-
Detalhe: meu irmão tem 7 anos.
Ah, não é incrível? Eles não são incríveis?
São sim... São sim.

  • Between Love and Hate - The Strokes